


No mês em que se comemora o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca o papel estratégico dos governos locais e a importância da ampliação do financiamento na área. As ações de vigilância sanitária desenvolvidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) pelos Municípios são fundamentais para a preservação da saúde dos brasileiros, além dos impactos em áreas como comércio local, agricultura, turismo e economia.
Cabe aos Municípios a fiscalização de estabelecimentos, inspeção de produtos, orientação a produtores e comerciantes, investigação de surtos e educação da população sobre práticas seguras de manipulação, armazenamento e consumo de alimentos. A CNM reconhece a importância da atuação municipal nessa agenda e parabeniza gestores, profissionais da vigilância sanitária e demais servidores que trabalham diariamente para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos consumidos pela população.
Apesar de os Municípios estarem na linha de frente das ações de vigilância sanitária e de proteção da saúde da população, eles enfrentam desafios de financiamento para essas atividades. A CNM alerta que os recursos atualmente disponíveis não acompanham a crescente demanda por inspeções, monitoramento, controle de riscos e demais ações de vigilância em saúde, tornando necessária a ampliação do apoio federal aos governos locais. A ampliação do financiamento é fundamental para garantir maior segurança dos alimentos e reduzir os riscos de doenças transmitidas por alimentos contaminados.
Segurança Alimentar
O fortalecimento das estruturas responsáveis pela vigilância sanitária e pelas ações de prevenção e controle de riscos é fundamental para evitar incidentes relacionados à segurança dos alimentos, que podem gerar impactos significativos para a saúde pública, além de prejuízos ao comércio local, à agricultura, ao turismo e à economia municipal.
A segurança dos alimentos está diretamente relacionada às políticas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Os gestores municipais desempenham papel fundamental na articulação de ações intersetoriais envolvendo as políticas de saúde, assistência social, educação, agricultura, entre outras, contribuindo para a construção de sistemas alimentares mais seguros, sustentáveis e resilientes.
Dia Mundial
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos é celebrado em 7 de junho e tem como objetivo conscientizar governos, produtores, comerciantes e consumidores sobre a importância de garantir alimentos seguros para toda a população. Em 2026, o tema escolhido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) foi “Da dificuldade à solução: alimentos seguros em todos os lugares”.
A segurança dos alimentos é um dos pilares da saúde pública e está diretamente relacionada à prevenção das doenças transmitidas por alimentos contaminados. Essas enfermidades podem causar intoxicações, infecções e outros agravos, gerando impactos significativos para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida da população.
Estima-se que existam mais de 200 tipos de enfermidades associadas ao consumo de alimentos contaminados. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas são atingidas anualmente por doenças transmitidas por alimentos, o que corresponde a quase uma em cada dez pessoas no mundo. As populações de baixa renda e os jovens estão entre os mais afetados. Além disso, aproximadamente 420 mil mortes poderiam ser evitadas a cada ano por meio de adoção de medidas adequadas de prevenção e controle.
A data busca mobilizar esforços em todo o mundo para prevenir, identificar e controlar riscos relacionados aos alimentos, contribuindo para a proteção da saúde, a promoção do comércio seguro, o fortalecimento da agricultura, a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento econômico sustentável.
Da Agência CNM de Notícias, com informações da Organização Pan-Americana da Saúde